Samurais
Um dia acordei e dei um salto. Em pé ao lado de minha cama estava um Samurai com sua tachi (uma longa espada) pendendo de sua cintura e arco e flexa nas costas. Era a imagem de perfeita de um guerreiro com aparência rude, pele morena, cabelos amarrados num rabo de cavalo, num penteado muito exótico e brutal. Mas, havia uma harmonia que a princípio não decifrei. Sua armadura militar que parecia desenhada em seu próprio corpo era de uma beleza estonteante definindo assim seu passado muito antigo. Mas o que presenciei ali foi um homem perfeito que apesar de sua indumentária trazia consigo a polidez de um cavaleiro, líder de uma elite de guerreiros com gestos extremos e apurados. Transpirava disciplina e paixão pelas artes marciais e cultura. Suas ações eram intelectualmente sensuais. Olhou à sua volta, reverenciou e saiu pela porta fechada de meu quarto.
Não sei se foi um sonho ou se me perdi num devaneio ou meditação, porque senti o cheiro daquela masculinidade espiritual e eclética e a plenitude divina de seu olhar.
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